Tudo estava calmo nos idos do mês de setembro de 2008. Pelo menos para os mortais mais mortais da face da Terra. Eis que, de repente, não mais que de repente, ela veio e abalou Bangú e todas as outras cidades do entorno. E, uma vez que estamos em um mundo globalizado, esse entorno significou todas as cidades do planeta. E ninguém precisou pagar para ver porque foi tudo de graça. O mundo parou. Olhos atentos para o norte e então para o sul, para o oeste, para o leste. Quem tinha a cabeça levantada, orgulhosa, arrogante muitas vezes, curvou-se. Atônitos, todos ficaram. E ainda estão.
Mas a questão é: até quando vamos continuar assim? E porque desta vez o tempo de reação está maior? Mudamos? Não estou falando do mundo. Estou falando do brasileiro, calejado, acostumado a tomar porrada de crise e sair dando risada momentos depois.
Algo está errado. Parece que houve uma mudança no tempo de rotação da Terra. Estamos lerdos, apáticos, cansados, desanimados, desiludidos. Muito estranho isso. Será um problema específico da geração de 50? Será que nos programaram para chegar até aqui sem fôlego?
Não estou dizendo que estamos assim o tempo todo, mas intimamente, não dá para negar, estamos assim mesmo. Disfarçamos para fora, mas lá dentro está alojado um quê de falta de finalidade vital.
Falta de que? Fé? Temos olhado para o céu e perguntado: E aí? o que vai ser? Será que não dá pra dar um alozinho, só para a gente soltar o ar e respirar um pouquinho melhor?
Sei não. No momento atual, acho que até em Pasárgada, o ar está rarefeito.
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Um comentário:
Nancy querida..Mudamos nós ou mudou o mundo?
Penso que não seja a " geração nossa" que se programou mal, apenas não imaginávamos que o tal " the dream is over" fosse tão de verdade assim...
bjs
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